A apresentar mensagens correspondentes à consulta Begoña Olavide ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens
A apresentar mensagens correspondentes à consulta Begoña Olavide ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens

domingo, 28 de agosto de 2011

09. Savina Yannatou (Grécia) / Begoña Olavide (Espanha)

Encantos da Alma (30/01/2011)
 Destaques:
1ª Hora: Savina Yannatou (Grécia)
“Savina Yannatou é uma extraordinária cantora grega, originária de Atenas, expoente das músicas do Mediterrâneo e que já actuou em Portugal por diversas ocasiões. Iniciou a sua carreira musical em 1979 e, desde 1993 tem encetado com o grupo “Primavera en Salonico”, um caminho comum que os coloca na vanguarda do panorama das “Músicas do Mundo” actuais.
No seu belíssimo canto, Savina alia a sensualidade da música tradicional da Grécia com a expressividade típica do “rembetiko”, o “blues grego” como já foi apelidado, tão profundo como o fado, marcado pelo oriente muçulmano, pelas várias tonalidades das diversas culturas mediterrânicas e pela espiritualidade dos judeus sefarditas expulsos da Península Ibérica no séc. XVI quenínsula Ibérica no séc. XVI que, encontraram refúgio em Salónica.
Da vasta discografia de Savina Yannatou destacam-se “Traditional Lullabies” (em parceria com Nikos Kypourgos) (1985), “Sephardic folk songs” (1995), “Songs of the Mediterranean” (1998), “Terra Nostra” (2003), “Sumiglia” (2005) e “Songs of an Other” (2007). Neles, Savina interpreta canções de embalar, romances sefarditas e temas tradicionais da Grécia e de praticamente todos os países banhados pelo Mediterrâneo. Celebrando as diferenças entre as várias tradições e as similaridades que partilham, Savina Yannatou percorre os vários imaginários do sul, com a expressividade, a sensibilidade e o rigor de quem nele mergulhou o corpo e a alma.”
(12) Koimatai (2:20) “Traditional Lullabies”
(02) El sueño de la hija del rey (4:50) “Sephardic folk songs”
(10) Smyrnaean air (3:10) “Songs of the Mediterranean”
(09) Schubho Lhaw Qolo (3:31) “Terra Nostra”
(11) Ganchum em yar ari (3:08) “Sumiglia”
(01) Sareri Hovin Mernem (5:38) “Songs of an Other”




2ª Hora: Begoña Olavide (Espanha)
“A espanhola Begoña Olavide possui o título superior de flauta no Conservatório de Madrid e especializou-se na interpretação do saltério, trabalhando com o alaúdista Carlos Paniagua na recuperação dos diferentes modelos da família deste instrumento. Realizou, ainda, cursos de especialização na Holanda, Jugoslávia e Espanha e aprofundou em Marrocos os conhecimentos de canto, qanoun e teoria da música árabo-andalusa.
Ao longo da sua carreira musical, Begoña Olavide, tem-se destacado na interpretação de uma música de fusão dos dois estilos mais importantes da Espanha medieval, o cristão e o muçulmano. Apesar de actuar a solo, Begoña tornou-se conhecida por ter fundado os grupos Calamus e Mudéjar e por ter colaborado com o guitarrista jugoslavo Dusan Bogdanovic, a cantora Montserrat Figueras e os grupos de música antiga Micrologus (Itália), Alla Francesca (França) e La Capella Reial de Catalunya (Espanha). Actualmente Begoña Olavide integra o grupo Hespèrion XXI, dirigido por Jordi Savall.
Da sua discografia, salientam-se os registos “Mudéjar” (1997), “Cartas al Rey Moro” (1998) e “Toques en el Tiempo” (2001), álbuns que revelam o fascínio de Begoña pelas raízes árabes existentes na música medieval e renascentista da sua Espanha natal.”
(03) Los sospiros no sosiegan (7:13) “Cartas al Rey Moro”
(01) Paseabase el Rey Moro (5:31) “Mudéjar”
(08) Con que la lavaré (5:33) “Mudéjar”
(01) Yul yul (3:30) “Toques en el Tiempo”

domingo, 16 de junho de 2013

98. Dona Dumitru Siminica (Roménia) / Calamus (Espanha)



Encantos da Alma  (16/06/2013)
 1ª hora: Dona Dumitru Siminica (Roménia)
“Dona Dumitru Siminica (1926-1979) nasceu em Targoviste, uma fortaleza provincial lautari não muito longe de Bucareste, na Roménia. Nos anos 30, rumou à capital, com a família, atraídos pelo boom da construção entre as duas grandes guerras. O pai de Siminica trabalhou na construção civil durante o dia e tocava o seu violino à noite nos restaurantes suburbanos de Herestrau e Floreasca. Naquela época, a família Siminica viveu no mesmo estaleiro que os irmãos Gore, com quem mais tarde Dona Dumitru Siminica atuaria em festas de casamentos. O jovem cigano herdou tanto o talento do seu pai como o gosto por tocar violino. Trabalhando como pedreiro, passou uma longa temporada a trabalhar como manager, cantor e violinista, antes de se estabelecer como um freelancer no cenário musical em 1962.
Quando Dona Dumitru Siminica cantava "cantece de pahar" (canções de beber), "cantece de jale" (lamentos) ou "cantece de dragoste" (canções de amor) no jardim do café "La Chirigiu", em Bucareste ou no luxuoso restaurante Opera, os clientes ocupavam as mesas tão rapidamente quanto os copos se enchiam de Tuica ou de vinho. Para Dona Dumitru Siminica cantar blues romenos dos subúrbios da capital, delicadamente ornamentados com melodias lentas e hipnóticas, entre a tristeza e o trance, era uma verdadeira paixão. Canções que ofereciam consolo para a solidão e que cuidavam das desilusões dos apaixonados eram muito apreciadas pela audiência. A voz dramática de falsete de Dona Dumitru Siminica raramente conseguia cantar alegres melodias de dança.
Dona Dumitru Siminica editou para a Electrecord romena dois singles, sete EPs, dois LPs e quatro CDs, estes últimos após a sua morte, com repertório editado em vida; em 2006, a Asphalt Tango Records editou a antologia “Sounds from a bygone age - vol. 3”, dando a conhecer ao ocidente uma das mais fascinantes vozes da Roménia e da world music.”
(03) Mosule te-as întreba (7:25) “Mosule te-as întreba”
(01) Cine are fată mare (6:37) “Cine are fată mare”
(01) Inel, inel de aur (6:03) “Inel, inel de aur”

2ª hora: Calamus (Espanha)
“Na ficha técnica do grupo Calamus, de Espanha, encontramos os nomes de Eduardo e Carlos Paniagua, que nos reenviam para outro ensemble que fez história nos domínios da música antiga, os Atrium Musicae de Madrid. Luís Delgado, geralmente presente em projetos de música de fusão, é outro dos elementos dos Calamus, cuja formação se completa com as duas cantoras, Begoña Olavide, já aqui destacada, e Rosa Olavide.
Os cinco elementos que compõem os Calamus, todos eles multi-instrumentistas, usam uma parafernália de instrumentos onde, para além dos caraterísticos oud, târ, qanun, darbuka e guimbri, tocam outros mais exóticos e com nomes mais estranhos como chabbaba, doira, caraqebs e t’ábila. Juntam-se a estes, a flauta, o saltério, a cítola, a viola de arco e o órgão portátil e ficamos com uma ideia da riqueza tímbrica que os Calamus têm à sua disposição.
Os Calamus editaram apenas três registos: “Medieval Women’s Songs” (1991), “Musica Arabigo-Andaluza/Cantigas de Martin Codax” (1991) e “The Splendour of Al-Andalus” (2008). Imergindo totalmente num som cheio e envolvente, esses discos tanto enquadram as noções mais básicas e enraizadas no inconsciente ocidental da música árabe como as subtilezas de registo e de interpretação, com as quais os Calamus lidam com absoluta competência e agilidade. As vozes das irmãs Olavide optam pelo registo mais etéreo da música antiga, conferindo aos três discos o apelo generalista que poderá conduzir a outro envolvimento e atitude, perante modos mais viscerais de reinvenção deste tipo de repertório.”