segunda-feira, 29 de agosto de 2011

13. Ali Farka Toure (Mali) / Constantinople (Canadá/Irão/…)


Encantos da Alma (06/03/2011)
 Destaques:
1ª Hora: Ali Farka Toure (Mali)
“Ali Ibrahim Toure nascera em 1939, na aldeia de Kanau, junto ao rio Níger, no nordeste do Mali; faz amanhã (07/03/2011) cinco anos que foi vencido pela morte, quando tinha 67 anos de idade e 55 de carreira de sucesso. O sobrenome “Farka” (que quer dizer “burro”, isto é, “teimoso”), advém-lhe do facto de ter sido o primeiro filho dos seus progenitores a sobreviver à infância (nove irmãos haviam morrido antes de ele nascer). Apesar de ser de origem nobre, fazendo parte da etnia Arma, Ali Farka Toure não frequentou a escola e foi educado no campo. No entanto, muito cedo se interessou pela música. Começou por ganhar proeminência no Mali, nos anos 60, com a Orquestra Troupe 117. Integrou, então, a Orquestra da Rádio Mali, descobriu os blues através da música de John Lee Hooker, e em 1976, quando contava já 37 anos, lançou o seu primeiro disco. Ligou-se então à editora inglesa World Circuit, resultando desse contrato dez álbuns: Ali Farka Toure (1988), The River (1990), The Source (1992), Talking Timbuktu com Ry Cooder (1994) com o qual ganhou um grammy, Radio Mali (1996), Niafunké (1999), Red & Green (duplo constituído por dois discos originalmente editados em vinil em 1979 e 1988) (2004), In the Heart of the Moon, com Toumani Diabaté (2005) e Savane (2006) e Ali & Toumani (2010), ambos editados após a sua morte.
Agora que faz cinco anos que esta autêntica instituição nos deixou, não podíamos deixar de lhe voltar a prestar a merecida homenagem.”
(04) Savane (7:43) “Savane”
(05) Amandrai (9:23) “Talking Timbuktu”
(12) Amadinin (7:10) “Radio Mali”

2ª Hora: Constantinople (Canadá/Irão/…)
“O ensemble Constantinople, fundado em Montreal (Canadá) em 1998 pelo iraniano Kiya Tabassian, consagrou-se na utilização de uma linguagem única e de uma visão nova e criativa face à interpretação das músicas da Idade Média e do Renascimento. O trabalho de recolha do grupo baseou-se num cuidadoso estudo dos manuscritos históricos e na sua aproximação à tradição oral do Próximo e do Médio Oriente, nomeadamente à clássica persa. Assim, os Constantinople debruçam-se sobre uma "fertilização cruzada" entre as diversas culturas musicais medievais e renascentistas das áreas à volta do Mediterrâneo, sobretudo a judaica, a árabe, a persa e a cristã. Para o efeito, convidam para as suas gravações uma grande quantidade de músicos de geografias diferentes, entre as quais se salientam, por exemplo, Anne Azéma e Françoise Atlan. Naturalmente que os Constantinople se servem, também, de uma panóplia de instrumentos antigos, como o alaúde, a vihuela, a harpa medieval, a viola da gamba e a vièle, entre outros, bem como de instrumentos orientais, tais como o tombak, o daf, o santour, o oud, o setar (instrumento de cordas de origem persa) e o dayereh (espécie de tambor persa).
Até à data, os Constantinople editaram doze registos: Jardin de la mémoire(2000) para a XXI world classic; para a Atma Classique Constantinople(2001),Memoria Sefardí (2002), Li Tans Nouveaus (2003), Terres Turquoises(2004), “Carrefour de la Méditerranée(2004),Constantinople (2005), Que le yable les emporte!!!(2005), Mania(2006), De Castille à Samarkand   (2006), Terra Nostra (2007) e Ay!! Amor...(2008).”
(06) De moi doloreus vos chant (5:00) Ay!! Amor...
(06) Hermins (5:26) Li Tans Nouveaus
(09) Hija mia mi querida (3:45) “Constantinople”
(08) El rey de Francia  (4:29) “Memoria Sefardí”
(07) Caballero (3:35) Terres Turquoises

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