terça-feira, 30 de agosto de 2011

16. Souad Massi (Argélia) / Soeur Marie Keyrouz (Líbano)


Encantos da Alma (27/03/2011)
 Destaques:
1ª Hora: Souad Massi (Argélia)
 “O Ciclo dedicado às músicas do mundo na Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa na Temporada 2010/ 2011 oferece amanhã, dia 28 de Março, a argelina Souad Massi substituindo a indiana Anoushka Shankar que cancelou todos os seus espectáculos previstos para esta altura.
Nascida na Argélia em 1972, Souad Massi destacou-se como vocalista e guitarrista, sofrendo influências do flamenco e de cantautoras de intervenção como Joan Baez, em proveito de um estilo muito pessoal e criativo, aberto ao Norte e ao Sul, ao Oriente e ao Ocidente. Apadrinhada por importantes músicos como Geoffrey Oryema, Thierry Robin, Idir e a Orquestra Nacional de Barbes, Souad Massi rapidamente se converteu numa das revelações indiscutíveis da música do Magrebe.
Souad começou por editar o registo Raoui – que significa “contadora de histórias” – cujos textos, em árabe e em francês, indiciavam o surgimento de uma nova cantora de intervenção. Em 2003 editou Deb (heart broken), um álbum onde Souad mostrava a sua faceta mais poética e romântica. Em 2005, a jovem argelina regressou com Honeysuckie (Mesk Elil), um álbum onde se revelavam canções pop com arranjos de luxo. Depois de um álbum ao vivo (Live acoustique de 2007), Souad Massi regressou em 2010 para lançar "Ó Houria", um trabalho subtil, apaixonado e desarmante onde a cantora e guitarrista argelina, radicada em Paris, incorpora as influências ocidentais nas suas raízes. À música árabe e à pop, adornadas pela voz de arabescos de Souad, juntam-se guitarras, ukelele, bouzouki, mandolim, oud, piano, acordeão e percussões várias.”
(01) Samira Meskina (4:02) “Ó Houria”
(01) Raoui (4:27) “Raoui”
(02) Ghir enta (5:07) “Deb (heart broken)”

(10) Why is my heart sad (malou) (6:08) “Honeysuckie (Mesk Elil)” 

2ª Hora: Soeur Marie Keyrouz (Líbano)
“A libanesa Marie Keyrouz alia os seus profundos conhecimentos musicológicos do canto sacro ocidental e oriental a uma voz com um timbre de rara beleza e espiritualidade. Observando o ritmo ortodoxo grego, de onde uma parte da liturgia é em siríaco, os álbuns Chant Byzantin (1989), Chant Traditionnel Maronite (1991) e Chants Sacrés Melchites (1994) revelam-nos um trabalho que Marie Keyrouz vem desenvolvendo em prol da divulgação do canto sacro subjacente a liturgias específicas que teimam em sobreviver no conturbado e dito berço da humanidade. Em 1996, Marie Keyrouz editou Cantiques de l’Orient”, em 1999 Sacred songs from East & West”, em 2001Psaumes pour le 3ème Millénairee em 2003Hymnes to Hope”, registos carregados de salmos e hinos à esperança e de ecos do amor infinito de Deus pelo Homem.
Em 2008, Marie Keyrouz editou o seu último registo, intituladoLa Passion dans les Eglises Orientales, produzido pela Univerkey, sendo os benefícios da sua venda canalizados para a ajuda à escolarização das crianças desfavorecidas do Líbano. Uma vez mais, Marie Keyrouz brindou-nos com poemas líricos de inspiração religiosa, litúrgica, espiritual ou muito simplesmente humana, uma vez que “La Passion” busca a sua essência nos temas musicais mais antigos do canto tradicional maronita, melchita, siríaco e bizantino.”
(01) Man hadha I malik (4:00) “La Passion”
(02) Ilahi hanayta-s-sama (8:11) “Cantiques de l’Orient”
(02) Hymnes byzantines de l’office de la Passion (7:09) Psaumes pour le 3ème Millénaire

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